Debates, oficinas e mostras marcam a Contato Filmes Incubadora de Audiovisual 2018

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Com uma programação extensa e democrática, a ONG Contato apresenta a partir desta sexta-feira (13/4) a Contato Filmes Incubadora de Audiovisual. O objetivo da ação é refletir criticamente sobre o mercado no Brasil propondo ações práticas como maior articulação do setor, produção de conteúdos e inclusão social.

A edição 2018 vai contar com três seminários, 24 oficinas, uma mostra de filmes itinerante e um circuito de favelas que contempla sete instituições sociais, 26 exibições em comunidades e sete oficinas.

Abrindo as atividades, nesta sexta acontece o seminário “Os marcos legais do audiovisual no Brasil e a Lei do Audiovisual de Minas Gerais”, no Cine Humberto Mauro (Palácio das Artes), das 10h ao 12h. Participam: Alfredo Manevy, doutor em Cinema e Vídeo pela USP e ex-presidente da SP Cine e Carla Francine Pedrosa Ferreira, do Conselho Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual.

A medição é de Gilvan Rodrigues, coordenador do Programa de Desenvolvimento do Audiovisual Mineiro – PRODAM, parceira deste seminário. Em debate, políticas de desenvolvimento do setor para o Estado e criação da Lei do Audiovisual em Minas.

 “A importância da inciativa se dá na troca, no intercâmbio de conhecimentos e experiências entre os profissionais já consagrados do mercado audiovisual brasileiro e internacional com os novos pensadores e realizadores do setor. Fundamental para um profissional do audiovisual brasileiro ter uma formação ampla e republicana. Para isso, buscamos promover debates sobre cinema e audiovisual, mas também sobre as bandeiras que este cinema como instrumento de transformação social possui”, explica o idealizador, Helder Quiroga Mendoza.

As inscrições para os seminários e oficinas são gratuitas e estão abertas por meio do site www.sympla.com.br/ongcontato.  As vagas são limitadas e haverá seleção com base em análise de currículo pelos ministrantes das oficinas e equipe da ONG. Contato Filmes Incubadora de Audiovisual tem o patrocínio da CEMIG e da NET através de Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

O principal desafio do Cinema Brasileiro ainda é a formação de novos profissionais para atender as demandas do mercado para seu pleno desenvolvimento e crescimento, de acordo com Helder. 

“Porém, para nós da Contato, o principal desafio é gerar a inclusão sócio-produtiva de jovens profissionais gerando inclusão social e geração de renda. Acreditamos que a economia da cultura, em especial, a economia do audiovisual deve ser uma economia antes de mais nada, sustentável, inclusiva e que defenda os direitos humanos como fundamentos de uma economia do século 21”, diz.

No dia 17 de abril, terça-feira, a discussão se centra numa pauta fundamental, “As Mulheres na Cadeia Produtiva do Audiovisual no Brasil”. No auditório da UNA, Debora Ivanov, diretora da ANCINE, Luciane Gorgulho, chefe do Departamento de Economia da Cultura do BNDES, Marina Pompeu, analista de projetos do Canal Brasil levantam os diversos aspectos da participação feminina no setor, a partir das 19h30. A mediadora é Joana Oliveira, coordenadora do curso de Cinema da UNA.

As oficinas de abril da Contato Filmes Incubadora de Audiovisual têm as mulheres como tema e acontecem na ONG Contato. Isadora Lerman ministra, a partir do dia 16, “Assistente de Direção”, que se dedica a formar e capacitar profissionais a atuar como em obras cinematográficas e audiovisuais, auxiliando os trabalhos do diretor no diálogo com atores, decupagem de roteiros técnicos, diálogos com setores de criação e produção, narrativa fílmica pela imagem e etapas de pré e pós-produção.

A partir de 24 de abril, Joana Oliveira está à frente de “Roteiro” cuja proposta é apresentar a importância do roteiro para a produção e realização audiovisual, bem como os conceitos de ideia, sinopse, argumento e roteiro.

Além disso, serão apontados: elementos da narrativa audiovisual, tipos de roteiro, adequação do roteiro ao formato e gênero da obra audiovisual, técnicas de elaboração de roteiros, o roteiro na ficção, no documentário, no desenho animado,  na adaptação de obras literárias, construção dos personagens e redação de diálogos, e exercícios de elaboração de roteiros e  profissão de roteirista.

Também a partir de 24 de abril e fechando o ciclo de oficinas do mês, Carina Bismarck ministra “Direito Autoral e Legislação Audiovisual”. Serão abordados: a regulamentação dos setores de cinema e TV no Brasil, os órgãos reguladores do Estado que afetam a indústria audiovisual e suas atribuições -  ANCINE, CVM, ANATEL - as principais leis e regulamentos que regem a indústria audiovisual no Brasil e As leis federais, estaduais e municipais de incentivo à cultura e ao audiovisual e suas aplicações.

A atenção aos temas do momento norteiam todos os projetos da ONG Contato. “Nós temos como um de seus fundamentos principais as ações de interesse da juventude, dos movimentos sociais e da cultura. O meio ambiente, as questões de gênero, a democratização dos meios de comunicação e os direitos humanos de uma forma ampla são e serão sempre objeto de nossas ações. O que buscamos nos últimos tempos é introduzir estes debates dentro dos campos da música, do audiovisual, das articulações em rede e no ambiente internacional. Acreditamos que o setor audiovisual é um setor estratégico para Minas Gerais e por isso, importante que ele se fortalece de princípio e valores baseados nos direitos humanos e nos debates da contemporaneidade”, pontua Helder.

A partir de maio seguem as oficinas, seminários e mostras, com o destaque para os recortes feitos nas comunidades da capital. “Estamos iniciando agora, pela primeira vez na cidade queremos transformar experiências bem sucedidas de exibições e realização de formação nas periferias de Belo Horizonte em um circuito cinematográfico de periferia, buscando identificar e potencializar os novos realizadores e pensadores do audiovisual nas quebradas da capital mineira. Teremos o apoio de diversas entidades socioculturais que atuam neste campo formando uma rede de inclusão e defesa do acesso ao cinema e o audiovisual para todos. A programação do circuito está sendo arquitetada no diálogo com as lideranças destas comunidades que vão desde o Alto Vera Cruz, Aglomerado da Serra, Venda Nova até a Barragem Santa Lúcia. Em breve soltaremos a programação completa”, finaliza.