Pronunciamento do governador Fernando Pimentel na solenidade de pleno funcionamento do Hospital do Barreiro

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Duas coisas: primeiro, hoje é um dia de alegria para nós. Muita alegria. Nós conseguimos, e aí deve-se, sem sombra de dúvida, à determinação do Kalil, que como disse aqui no seu discurso tão incisivo, prometeu e cumpriu. Ele disse na campanha que ia ocupar o hospital e abri-lo 100%, e agora está fazendo com o apoio de todos. Todos se envolveram. Não é um esforço individual, ele sabe disso, todos nós sabemos disso. Foi fundamental o apoio do Chico, lá no Ministério da Saúde, o governo do Estado tentando de todo jeito ajudar e só agora no finalzinho nós conseguimos publicar a resolução, porque é difícil. Nós estamos em uma situação financeira apertada, mas isso não vem ao caso. O que importa aqui é que nós estamos entregando para a população de Belo Horizonte um hospital de Primeiro Mundo, de primeira qualidade, dirigido pela Maria do Carmo, que é a melhor gestora de saúde pública deste país e com uma equipe clínica e técnica muito competente.

E aí, eu quero encerrar compartilhando com vocês uma lição que eu recolhi da minha convivência com aquele que dá nome ao nosso hospital, o doutor Célio de Castro, nosso saudoso Célio de Castro, com quem eu tive o privilégio de trabalhar e aprender muito. O Célio era mais velho do que eu, vocês sabem disso, eu fui vice-prefeito dele. Ele se afastou por doença, eu ocupei o lugar, depois continuei. Ele era bem mais velho e tinha uma experiência de vida muito grande, foi médico do pronto-socorro, pessoa sempre dedicada à causa do SUS e da saúde pública. Uma vez ele me disse uma coisa que me marcou muito e que eu quero compartilhar com vocês aqui hoje, porque ela tem a ver com esse dia de hoje, que é um dia de alegria, de muita alegria, quando conseguimos fazer uma entrega dessa para o povo de Belo Horizonte, especialmente para aqueles mais necessitados, mais desassistidos, mais fragilizados. Ele me disse que eu teria uma vida pública longa, certamente porque ele pensava que eu era mais jovem que ele, então ele me disse para prestar atenção no que ele me ia dizer. Ele me disse que a vida pública teria muitos dissabores, muitos momentos difíceis, muita angústia, muita injustiça, muita acusação falsa, e que eu iria sofrer muito, mas que de vez em quando teria uma alegria, um momento em que ficaria feliz, uma realização, uma entrega, e que quando eu tivesse essa alegria era para tomar para mim, guardar no coração, porque demoraria muito tempo até ter outra alegria.

Então, quero compartilhar com vocês que essa é a minha alegria do mês de dezembro deste ano. Vamos compartilha-la, guardá-la no coração e tentar construir outras que virão com o empenho de todos. Viva Belo Horizonte nos seus 120 anos, viva o Hospital Célio de Castro, e, mais do que nunca, viva o Sistema Único de Saúde.