Pronunciamento do governador Fernando Pimentel durante solenidade de entrega de veículos para o IEF

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Bom dia a todos e a todas!

Antes de vir para cá, eu tive um café da manhã com empresários de fora de Minas Gerais que estão estudando investimentos no estado. Estou contando isso porque, nesse café da manhã, quando eu pedi licença para sair, falei que iria participar de uma solenidade no Palácio da Liberdade, para entrega de carros, para renovar a frota do Instituto Estadual de Florestas (IEF). Disse a eles que estariam presentes prefeitos e companheiros do IEF. Então, um empresário disse: mas, governador, o senhor vai entregar carro para o Instituto de Florestas? Isso é importante, a ponto de demandar a presença do governador? Aí, então, eu tive que explicar para esse empresário, que não é de Minas, que é importante, sim. Que o Estado só está presente nos municípios e na vida dos cidadãos porque tem órgãos que têm a capilaridade e a presença, por exemplo, de um Instituto Estadual de Florestas. Que é por isso que a máquina pública funciona, e que sem uma frota nova, adequada, um equipamento necessário para fazer o seu trabalho, a máquina pública não funciona e, não funcionando, o prejudicado é o cidadão e a cidadã de Minas Gerais.

Então, na verdade, o que o empresário estava achando que era uma pequena coisa, uma entrega secundária, não é não. Isso é muito importante. É muito mais importante que algumas grandes entregas que o Estado de Minas Gerais fez no passado e que hoje nós sabemos que não contemplou em nada a qualidade de vida dos mineiros e as mineiras. Eu poderia dar como exemplo o fato de que nós estamos utilizando, aqui, o bom e velho Palácio da Liberdade. E ali do lado, do lado não, uns 30 quilômetros de distância, tem um prédio suntuoso, que custou R$ 2 bilhões e que, sinceramente, não era necessário para a qualidade de vida dos mineiros. Não mudou em nada a qualidade de vida dos mineiros. Enfim, erros do passado. Não podemos corrigi-los, vamos conviver com eles, mas vamos, daqui para frente, ter outra atitude com o dinheiro público de Minas Gerais. O dinheiro dos impostos dos mineiros e das mineiras tem que ser bem empregado. E bem empregado é, por exemplo, renovar a frota do Instituto Estadual de Florestas, do meio ambiente, porque não é só do IEF.

Nós estamos fazendo esse esforço em todas as áreas do meio ambiente porque isso sim significa melhoria da vida do mineiro e da mineira.

Muita gente não entende isso. Minas Gerais é um estado que tem peculiaridades e nós, que somos mineiros e que somos mineiras, sabemos disso. Minas Gerais é um estado grande. São 853 municípios, o estado que tem o maior número de municípios do Brasil. Territorialmente, somos do tamanho da França, somos quase um país. É um estado que tem diversidades regionais muito marcadas. O Norte é muito diferente do Sul. A Zona da Mata é muito diferente do Triângulo, a região Central é muito diferente do Alto Paranaíba. E nós temos que entender essas diversidades. E não tem nenhuma área no governo mais bem preparada para isso que a de meio ambiente. Porque é ela que lida com essas diferenças, que não são só geográficas, são culturais, são diversidades do ponto de vista da formação da terra, mas também da formação da nossa gente, da nossa identidade como mineiros e mineiras. No fundo, nós somos Minas e somos também Gerais. Quem não entendeu a junção dessas duas coisas não entendeu Minas Gerais.

Então, nós temos que estar presentes, nós, servidores públicos, trabalhadores que trabalham para o cidadão e para a cidadã de Minas Gerais, nós temos que estar presentes em todo o território mineiro e entendendo a especificidade de cada região. E aí, volto a dizer, o meio ambiente está se esforçando muito para fazer essa tarefa, que não é simples. Trabalhar para Minas Gerais, entendendo qual é a demanda de cada região. Fazer os licenciamentos necessários entendendo a especificidade de cada região. Facilitar a vida do cidadão, claro, para ele cumprir a lei. Claro, ele tem que cumprir a lei, mas tem que cumprir com facilidade, não é dificultando nem impossibilitando. Não é uma atitude punitiva, pelo contrário, mas pedagógica, educativa. Atrair o cidadão e a cidadã para boa preservação do meio ambiente, para a sustentabilidade, que é a meta que nós todos queremos. Nada disso é possível se nós não tivermos nosso olhar atento para cada um e para cada uma das repartições que trabalham o meio ambiente. E foi por isso que eu fiz questão de entregar veículos que renovam a frota do meio ambiente, e externar de público o compromisso do nosso governo com o trabalho de vocês. Acho que é muito importante que a imprensa divulgue isso, que os mineiros e mineiras saibam disso e que, fora do estado, eles entendam o que está se passando em Minas Gerais.

Minas Gerais está enfrentando, como todo o Brasil, a maior crise da nossa história republicana. Crise política, crise econômica, crise institucional. Mas como é que nós estamos enfrentando a crise? Queixando, lamuriando, escondido nos cantos reclamando da vida? Não. Nós estamos enfrentando a crise com o que nós sabemos fazer de melhor: trabalhando. Aliás, eu brinco que o único estado do Brasil que tem na sua denominação de origem uma profissão somos nós. Uns são cariocas, os outros paulistas, outros gaúchos, capixabas. Todas denominações geográficas do lugar onde eles nasceram. A nossa, além de geográfica, é uma profissão. Nós não somos padeiros, nem carpinteiros, nem serralheiros. Nós somos mineiros. Mineiro é quem trabalha na mina.

Então, dizem que um velho político que frequentou esse Palácio uma vez falou que o primeiro nome de Minas é liberdade. É verdade, mas o segundo é trabalho. E é com trabalho que nós estamos enfrentando a crise e vamos vencê-la, se Deus quiser.

Continuem trabalhando, perseverando em prol de Minas Gerais. Viva Minas, viva o meio ambiente, viva o Brasil.